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Eles também cometem pataquadas...
Já se passaram mais de uma semana, mas ainda me sinto na obrigação de escrever este post no blog... Sim, eles (os americanos) também comentem pataquadas.
Em meados de março escrevi uma pequena série de textos sobre os “Erros e Pataquadas” dos eventos nacionais, porém, no último dia 15, a promoção americana Shine Fights cancelou o show horas de seu inicio e causou uma série de pesadas criticas a promoção.
A turma do jornalismo CHAPA BRANCA (entenda-se jornalistas que são financiados por promotores de eventos, até mesmo com passagens áreas e hospedagens nos locais de realização dos shows) quiseram logo valorizar os eventos nacionais com algo parecido: “E se fosse no Brasil”, fazendo parecer que tudo por aqui funcionasse as mil maravilhas....
Como o esquartejador, vamos por partes... Os erros do Shine Fights não têm qualquer semelhança com os que aconteceram e acontecem aqui no Brasil....
A luta principal do Shine 3 era a maior fonte da venda de PPV do show (a estréia no MMA do ex-boxer Ricardo Mayorga). Por uma ação judicial impetrada por Don King, o duelo contra Din Thomas não poderia acontecer e a organização do evento não tinha tempo hábil para o recurso...
Os organizadores teriam duas opções, bancar o evento mesmo com chance de prejuízo ou arcar com o cancelamento. Lógico, que com a queda da luta de Mayorga, além do cancelamento da compra de PPV, alguns patrocinadores poderiam retirar sua marca do evento....
Com toda esta confusão, os salários dos lutadores não foram repassados para a Comissão Atlética da Carolina do Norte (A Comissão exige que todos os salários sejam repassados a ela até duas horas antes das lutas), portanto, o órgão regulador de forma correta fez o cancelamento do show...
De formas gerais, lamento profundamente por todos os brasileiros que tiveram suas lutas canceladas. Murilo Ninja, Bráulio Estima, Eduardo Pamplona, Alexandre Cacareco, Luciano Azevedo e Luiz Azeredo...Todos, sem exceções tiveram que passar por várias privações para não conseguir subir no ringue... Como nos Estados Unidos o MMA é regulamentado e regido pelas Comissões Atléticas (como deveria ser aqui no Brasil também) é bem provável que todos os atletas recebam pelo menos parte de suas bolsas, já que todos os eventos devem depositar um adiantamento dos salários para Comissão responsável.
Agora pensando comercialmente, a promoção do evento agiu de forma correta em optar pelo cancelamento, pois um prejuízo estrondoso logo na terceira edição seria praticamente como decretar a falência.
Porém, isso não a exclui das responsabilidades não cumpridas...
Culpa do evento? Sim!!! Faltou organização, precaução até mesmo em ter um corpo médico para examinar os atletas antes e depois das lutas, como exige a Comissão. Mas toda esta desorganização veio agregada a um problema externo, por uma ordem judicial que impedia qualquer tipo de recurso.... Independente da ação de Don King nada, absorve os promotores americanos.
Mas volto a repetir....Sorte, azar e principalmente, incompetência e falta de profissionalismo existem em todo lugar do mundo
E cabe a nos, jornalistas informar...Quando alguém erra, erra sendo brasileiro, americano, japonês, amigo pessoal ou patrocinador.....
Quem erra, deve ser criticado, assim como quem acerta deve ser elogiado....
Encerro este post com uma pergunta. Se os eventos nacionais fossem regidos por regras semelhantes as dos eventos americanos quantas promoções seriam canceladas horas antes do inicio pelas Comissões Atléticas?
É isso pessoal...
Fico por aqui e até a próxima.
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