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Acertos, Erros e Pataquadas dos eventos nacionais
Olá amigos, esperei mais de uma semana para escrever este texto, pois queria colher o maior número de opiniões abalizadas possíveis e chegar num resultado coerente, infelizmente, tudo que ouvi, discuti e apurei só reafirmaram a convicção que já tinha. Como graças a Deus não tenho rabo preso com ninguém, posso expressar minha opinião abaixo sem qualquer tipo represália...
Que o ano de 2009 foi marcante para os eventos de MMA no Brasil é fato. Jungle Fight e Bitetti Combat fizeram shows em grandes palcos, trouxeram atletas renomados e tiveram além da cobertura da mídia especializada, bom espaço em grandes veículos de comunicação. Mas isso não é tudo para chegar perto dos evento produzidos no Japão e principalmente dos Estados Unidos.
Nos últimos dias os maiores eventos do país deram um show de desorganização, falta de planejamento e respeito com o público. Como foram tantos erros vou separar em dois posts as criticas que espero ser construtivas para as organizações.... Hoje falo sobre o Bitetti Combat e na sexta, analiso o Jungle Fight.....
Primeiro o BC, que mais uma vez “Anuncia Pelé, mas traz o Macalé”. Falaram em negociação com o japonês Kazushi Sakuraba para lutar em Brasília, mas segundo uma fonte confiável que fez sparring para o ‘japa’ nos tempos de Pride, o “Gracie Hunter” sequer sabia do evento. Apareceram com outro nipônico bem menos famoso, Yuki Sasaki, que veio e não lutou....
E não é a primeira vez que o show promovido por Amaury Bitetti e Fernando Miranda tem este erro. No evento do Rio, Rogério Minotouro estava fora do card, pois tinha assinado com o UFC, mas a matéria do jornalista Gustavo Noblat do Terra foi desmentida aos quatro cantos pela assessoria de imprensa da organização e pelo promotor Fernando Miranda, com intuito de não perder um grande patrocínio... Resultado? Minotouro não lutou...
Já na edição de São Paulo, foi a vez do Super Lutas divulgar que Jeff Monson não lutaria aqui no Brasil, mais uma vez a assessoria de imprensa despachou a nota negando tal informação... Resultado? Monson não apareceu.
Em Brasília, Paulão saiu do card, voltou e depois saiu novamente. Fábio Maldonado se lesiona um dia antes da luta, Jeff Monson não aparece mais uma vez, com isso, o card se quebra inteiro. Fico imaginando o pessoal que comprou ingresso e principalmente comprou o PPV vendido pela organização na internet e não assistiu a luta principal da noite entre Paulo Filho e Yuki Sasaki. Será que cogitaram ou ofereceram a possibilidade de devolver o dinheiro?
Alias o card de lutadores que foram anunciados e não lutaram no evento seria de impor respeito. Vejam ai...
-Rogério Minotouro (anunciado no evento do Rio) vs. Vitor Belfort (anunciado no evento do Rio)
-Kazushi Sakuraba (cogitado no evento de Brasília) vs. Paulo Filho (anunciado no evento de Brasília)
-Fábio Maldonado (anunciado no evento de Brasília) vs. Jeff Monson (anunciado nos eventos de Brasília e São Paulo)
-Travis Wiuff (anunciado do evento de São Paulo) vs. Valentijn Overeem (anunciado no evento de Brasília)
- Eduardo Pamplona (anunciado no evento do Rio) vs. Yuki Sasaki (anunciado no evento de Brasília)
Alguns destes atletas não lutaram por contusão, mas é estranho como todo evento do Bitetti Combat algum lutador se lesiona faltando dois dias para a luta....
Outra característica do show que sinceramente abomino é a ligação com a política. Isso me faz lembrar os tempos da ditadura militar, onde para esconder os desleixos do governo, colocavam um time da cidade no Campeonato Brasileiro de Futebol...Tanto que surgiu o famoso bordão: "Onde a ARENA vai mal, mais um time no nacional!".
Neste caso, prefiro ficar com a versão de Amaury Bitetti, que nega qualquer incentivo financeiro na entrevista cedida ao jornalista Marcelo Alonso, do PVT. Mesmo que o governo do Rio de Janeiro e principalmente as cidades de Brasília e Barueri tenham prefeituras com pensamentos de décadas passadas.
“Não recebemos nenhum dinheiro vivo do governo ou algo assim. Temos um apoio, uma chancela que nos passa credibilidade e uma ajuda em termos de estrutura, um desconto no ginásio, por exemplo. O governo nos apóia por ser uma iniciativa bacana, porque conduzimos um projeto social através da ajuda dos nossos patrocinadores. Levamos a luta à comunidades carentes. Aliás, os governos apóiam diversos eventos esportivos. Somos muito gratos por esse apoio”.
Para encerrar esta analise, gostaria de deixar claro que não estou fazendo nenhum tipo de campanha contra a organização, alias, quem pensaria em ver um card no Brasil com nomes como Ricardo Arona, Paulo Filho e Pedro Rizzo no mesmo evento? Mesmo com grandes erros, e principalmente, desrespeito ao público, o BC produz grandes cards com boas lutas, mas com alguns ajustes, pode se tornar um dos cinco maiores eventos de MMA do mundo...
Vale à pena, pensar, refletir e se organizar melhor.....
Até a próxima
PS: Seguindo as normas do bom jornalismo, este blog tentou entrar em contato com um dos promotores do evento, Fernando Miranda, assim como com a assessoria de imprensa da organização, através da Volare Comunicação e não obteve retorno.
8 comentários
Espero que aprendam com os erros
Abraços
Abraços