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O que esperar de 2014?

O primeiro post de 2014 no Blog da Redação é de um ex-redator do SUPER LUTAS. Carlos Salvador, o Popó, fez uma bela análise sobre o que podemos ter neste ano de MMA. Confiram….

octogono
O QUE ESPERAR DE 2014

Carlos Salvador

Após um 2013 com algumas surpresas no mundo do MMA, o ano que se inicia promete um cenário animador para os fãs do “esporte que mais cresce no mundo”, como diria o narrador Rhoodes Lima. No UFC muitas emoções nos farão companhia ao longo deste 2014, desde os mais leves do peso mosca até os gigantes do peso pesado. No texto a seguir exponho os atuais cenários das nove categorias que compõem o evento e projeto o que pode vir a se desenhar nos próximos meses.

Podemos acompanhar nestes primeiros dias de janeiro o UFC Fight Night 34 – Saffiedine vs. Lim, realizado em Cingapura.  Com a exceção da desclassificação do brasileiro Luiz “Besouro”, nenhuma grande surpresa em relação aos resultados e também nenhuma alteração significativa no que diz respeito a possíveis desafiantes.  Para ir direto ao ponto, segue abaixo uma avaliação das divisões de peso do UFC, tanto as masculinas quanto a feminina, e o que pode vir a ocorrer (ou não) ao longo dos próximos meses em cada uma delas. Confira:

Peso Mosca

A categoria mais leve do UFC tem como campeão o norte-americano Demetrious Johnson. O atleta vem de seis vitórias seguidas na carreira e mantém uma média de três combates por ano no Ultimate. Com vitórias sobre Ian McCall, Joseph Benavidez, John Dodson e John Moraga, restam poucas alternativas diferentes para o posto de desafiante ao cinturão até 57 Kg. A categoria apresenta uma espécie de “montanha-russa”, com lutadores alternando vitórias e derrotas, sem conseguir emplacar uma considerável sequência positiva.

Um dos nomes que pode ser trabalhado para uma disputa de título ainda este ano é Ali Bagautinov. O russo está invicto há dez lutas na carreira (duas no UFC) e tem pela frente o brasileiro John Lineker. Em caso de uma vitória convincente, Bagautinov pode se aproximar de um title-shot, o que não seria nenhum absurdo. Uma gíria gaúcha pode definir bem a situação: “Não tem tu, vai tu mesmo”. A expectativa é que Johnson prolongue seu reinado ainda por um bom tempo.

Peso Galo

Com mais uma lesão de Dominick Cruz, Renan Barão foi oficializado como campeão linear da divisão até 61 kg. O atleta do bairro das Quintas, em Natal (RN), defenderá seu título contra o “California Kid”, Urijah Faber, no UFC 169, agendado para o dia 1º de fevereiro, em New Jersey. Os dois atletas já se enfrentaram em 2012, com vitória do brasileiro por decisão unânime dos juízes. Depois da derrota no primeiro encontro, Faber voltou a ser o lutador ao qual estávamos acostumados a ver no extinto WEC, onde uma pequena falha vira uma enorme oportunidade para uma finalização (foram três nas atuais quatro vitórias seguidas).

Apesar do favoritismo de Barão, não podemos ignorar o potencial de Faber. A quadra de vitórias do americano foi toda construída no último ano, o que contribui para um elevado ritmo de luta. Acredito que este duelo é 50-50, sendo que não será nenhuma surpresa se acontecer de o título mudar de endereço.

Peso Pena

A categoria com limite de peso até 66 kg. do UFC conta com o domínio de José Aldo. O manauara veio do WEC e, desde então, acumulou cinco vitórias consecutivas em defesas de cinturão. O próximo desafio de Aldo será contra o norte-americano Ricardo Lamas no UFC 169. Assim como Johnson nos pesos moscas, Aldo ainda não encontrou um oponente capaz de ameaçar seu cinturão (nem mesmo Frankie Edgar trouxe muitos riscos).  Do outro lado, Lamas também não sabe o que é perder dentro do octógono: são quatro vitórias e nenhum revés no Ultimate.

Quem pode vir a reencontrar Aldo, caso o brasileiro vença a luta do próximo mês, é Chad Mendes. Os dois atletas mediram forças no UFC 142 e o brasileiro venceu por nocaute no primeiro round. O próprio Mendes já externou que acredita em uma vitória do “Scarface” sobre seu compatriota. Assim como ele, eu também compartilho da mesma opinião.

Peso Leve

Categoria onde Anthony Pettis parece que veio para ficar. O “Showtime” vem embalado por quatro vitórias consecutivas, sendo três nos primeiros cinco minutos de combate. A última vitima do lutador de apenas 26 anos foi Ben Henderson, que se despediu de seu cinturão ao ser finalizado em uma chave de braço onde sequer conseguiu dar os três tapinhas. Ainda sem combate agendado, Pettis vê Rafael dos Anjos despontar como um possível oponente.

O brasileiro está invicto há cinco combates e, em caso de uma nova vitória, desta vez sobre Rustam Khabilov, no UFC 170, pode ser oficializado como novo desafiante. O Brasil, que já há algum tempo carecia de talentos na divisão até 70 kg., vê no atleta da Gordo-Evolve Team uma chance de trazer mais um cinturão para terras tupiniquins.

Peso Meio-médio

Com a pausa na carreira do super-campeão Georges St-Pierre, a divisão até 77 kg. é a única que não possui um campeão. Mas o cinturão não ficará vaga por muito tempo. Johny Hendricks e Robbie Lawler prometem literalmente “sair na mão” em busca do cinturão que atualmente está sem dono. Para alguns, Hendricks já deveria carregar o objeto na cintura após a luta em que foi derrotado por St-Pierre no UFC 167. A decisão dos juízes desagradou muita gente, inclusive Dana White.

Mas agora o “Big Rigg” terá a chance de provar que foi injustiçado. Mas esta não será uma tarefa das mais fáceis, visto que Lawler chegou do Strikeforce e enfileirou três vitórias, dentre elas dois um nocautes: sobre Josh Koscheck e Bobby Voelker.  Para fechar a trinca, outro resultado positivo, desta vez por decisão, contra o talentoso Rory MacDonald. Contudo, acredito que ele não conseguirá a quadra e Hendricks obterá seu título com juros e correção monetária.

Peso Médio

O que esperar de Chris Weidman após duas vitórias sobre Anderson Silva? Será Vitor Belfort capaz de acabar com o hype criado em volta do novo campeão? São perguntas que serão respondidas até o próximo mês de julho, data-limite definida pelo UFC para a realização do confronto. O fato é que o “Fenômeno” vive um dos melhores momentos da carreira. Aos 36 anos, o brasileiro relembra aquele garoto que ganhou o GP dos pesos pesados do UFC 12 no longínquo ano de 1997.

Resta saber como ficará a situação de Belfort em relação ao polêmico TRT (Tratamento de Reposição de Testosterona). O UFC deseja realizar a luta em Las Vegas, onde a Comissão Atlética de Nevada proíbe a utilização do Tratamento. Será este procedimento tão vital para o bom desempenho do brasileiro? O certo é que Weidman não se importa com quem apareça em sua frente, nem mesmo uma das maiores lendas do MMA. Senhoras e senhores, a nova geração pede passagem.

Peso Meio-Pesado

Na onda das surpresas, o brasileiro Glover Teixeira espera ser mais um a assombrar o mundo depois de Weidman.  O mineiro de Sobrália encara o campeão Jon Jones no dia 12 de abril em luta válida pelo UFC 172. Sem sentir o gosto amargo da derrota desde 2005, o parceiro de treinos de Lyoto Machida é apontado como um dos poucos meio-pesados a possuir chances de proporcionar um desafio real ao domínio de “Bones”.

O norte-americano passou por grandes apuros em sua última defesa de título, quando derrotou o sueco “casca-grossa” Alexander Gustafsson após cinco rounds de muitas alternâncias. Um fator que pode pesar neste confronto é o condicionamento físico.  Jones já está acostumado a lutas de cinco rounds, enquanto que Glover nunca lutou mais de três em uma única apresentação. O norte-americano é o favorito, mas o brasileiro deverá vender caro a derrota.

Peso Pesado

Divisão onde Cain Velasquez reina absoluto desde dezembro de 2012. Devido talvez a uma precariedade de material humano, o que se vê nos pesos pesados é uma série de revanches com um grande potencial de venda de pay-per-view. Quem desponta atualmente é o também norte-americano Travis Browne, que busca seu lugar ao sol ao vir de três nocautes no primeiro round sobre Gabriel “Napão”, Alistair Overeem e Josh Barnett.

A divisão com limite de 120 kg. talvez seja a que mais lucrou com a extinção do Strikeforce. Antonio “Pezão”, Fabrício Werdum, Daniel Cormier, e os já citados Overeem e Barnett, são exemplos de aquisições que agregaram valor, não ao camarote, mas ao plantel de lutadores do UFC. No fim das contas, Velasquez ainda aguarda a definição de seu novo desafiante. Obs.: Peço perdão pelo trocadilho do camarote, mas foi mais forte do que eu.

Peso Galo Feminino

Para fechar a conta, as mulheres. Ronda Rousey parece não ter oponente à altura, pelo menos em um futuro próximo. O nome da brasileira Cris “Cyborg” é citado como a maior ameaça que a americana possa ter na carreira, mas para isso, antes ela terá que passar no RH do Ultimate e assinar seu contrato com a organização. Sendo assim, o futuro parece ainda mais promissor para a musa colecionadora de braços.

Fora do cenário da disputa de cinturão, vale à pena prestar atenção em Julianna Peña, campeã da 18ª temporada do TUF americano. Além da beleza física, a venezuelana impressiona pela qualidade técnica demonstrada durante as lutas. Peña tem pela frente a brasileira Jéssica “Bate-Estaca” em confronto agendado para o dia 15 de março no UFC 171.

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Jones vs Gustafsson: Nasce uma nova rivalidade no UFC?

Por: Lucas Carrano 

Jon-Jones-Gustafsson“Como dormir agora?”. Essa foi a mensagem que enviei pelo Facebook ao meu cunhado, não menos fanático-compulsivo por MMA do que eu, logo após a luta entre Jon Jones e Alexander Gustafsson, já nas primeiras horas do domingo (22). Coincidentemente, foi a mesma mensagem que recebi dele via Whats App, quase que no mesmo instante, sem que um soubesse das palavras do outro. A sensação que ficou ao assistir este embate histórico foi mesmo essa.

O mito Jon Jones foi maculado por um, até então, reles mortal sueco. Caíram por terra, de uma vez só, a invencibilidade em rounds no Ultimate do campeão, seu recorde de jamais ter sido derrubado e, de quebra, a impressão de que “Bones” era imbatível no octógono. Alexander Gustafsson conseguiu o que nem o inesperado armlock de Vitor Belfort ou o dedão quebrado contra Chael Sonnen foram capazes de fazer: arranhar a imagem, até então intacta, de “Not quite human” (“não é bem humano”, em tradução livre) de Jones, como dizia a camisa de seu patrocinador.

Grandes rivalidades são quase condição sine qua non para o sucesso nos esportes de combate. O UFC já foi palco de várias delas: Chuck Lidell vs Randy Couture, Chuck Lidell vs Tito Ortiz, B.J. Penn vs Matt Hughes, Frank Mir vs Brock Lesnar, Urijah Faber vs Dominick Cruz, Frankie Edgar vs Gray Maynard, Quinton “Rampage” Jackson vs Wanderlei Silva e Anderson Silva vs Chael Sonnen são alguns (ou vários) exemplos de concorrências históricas que começaram ou se estenderam até o octógono mais famoso do planeta. Por algumas razões, este que vos fala acredita que Gustafsson vs Jones pode entrar neste grupo.

A primeira delas é, talvez, a mais óbvia: a forma como Alexander Gustafsson se apresentou. Mesmo derrotado nas papeletas do juízes, ficou claro que o sueco saiu moralmente melhor e mais aclamado que o próprio campeão do combate. É verdade que isso não conta em seu cartel ou lhe dá direito ao cinturão, mas faz com que se torne uma pedra no sapato do, antes, soberano Jon Jones. Além do duro golpe no ego do norte-americano, isso transforma o nome de Gustafsson em prioridade para uma disputa de título daqui em diante, fortalecendo as chances de uma reedição do confronto e até uma futura trilogia.

Outro fator importante nesta discussão é a idade. Tanto Jones quanto Gustafsson têm apenas 26 anos, o norte-americano é seis meses mais novo que o sueco, e aindam devem permanecer no Ultimate por um longo tempo. Mesmo que seus caminhos se separem e alguns tropeços aconteçam no futuro, é possível que volta e meia eles se encontrem entre os tops da divisão até 93 kg, o que, fatalmente, faria com que realização de um novo combate seja uma uma oportunidade tentadora para Joe Silva – o “matchmaker” da organização.

Além disso, há o cenário da divisão de meio-pesados. Até a noite deste sábado, se considerava que a categoria havia sido “limpa” por Jon Jones, que hoje detém seu recorde de defesas de cinturão consecutivas, e que Gustafsson e Glover Teixeira, invicto há quase oito anos e com uma chance pelo título prometida, seriam os últimos desafios do campeão antes de subir para os pesos pesados. Após o UFC 165, no entanto, Jonny parece ter sido notificado com uma ordem expressa de “hora-extra” na Lightheavyweight.

Ainda é cedo pra cravar. Só o tempo, com uma sucessão de diversos acontecimentos totalmente imprevisíveis, vai confirmar, ou não, a expectativa. Mas se Alexander Gustafsson e Jon Jones nos brindarem com pelo menos mais uma exibição de gala como a de Toronto – que adianto, acredito que dificilmente vai perder o título de luta do ano de 2013 – já terá valido a pena. Que venham mais noites sem sono!

Lucas Carrano é jornalista e editor do SUPER LUTAS. Entrevistou diversos atletas e cobriu in loco eventos do UFC

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MMA na Real – Velasquez segue absoluto e Cigano garante trilogia

Caros leitores;

O Blog da Redação está desatualizado pela enorme correria dos tempos atuais. Mas volto com um bom texto opinativo enviado pelo sempre polêmico Raphael Shaka.

Para quem não conhece, o Shaka foi o fundador do extinto World Fight, conhecido fóruns de debates sobre MMA nos tempos da “pré-história” do esporte. Hoje ele é um dos membros mais ativos e polêmicos do Fórum SUPER LUTAS com opiniões apimentadas.

Segue a boa analise….

 

MMA NA REAL – VELASQUEZ SEGUE ABSOLUTO E CIGANO GARANTE A TRILOGIA

Diferentemente do que muitos fãs brasileiros esperavam, porém torciam, a lógica prevaleceu. O simpático Antonio Pezão viu seu sonho de ser campeão do UFC ir por água abaixo com menos de dois minutos de luta. Pezão conseguiu defender a primeira investida de queda de Cain Velasquez, o que de certa forma deve ter gerado uma empolgação momentânea à maioria dos fãs brasileiros, mas durou bem pouco. Cada vez com um Kickboxing mais eficiente, Velasquez conseguiu encaixar a mão no brasileiro, que por mais que defenda a tése de a luta ter sido interrompida de forma errônea e precipitada pelo medíocre árbitro MariO Yamazaki, a verdade é que Pezão sequer esboçava reação. Velasquez seguiu absoluto, e enfrentará Júnior Cigano novamente.

Júnior Cigano fez uma luta extremamente tática e eficiente. Tendo uma maior envergadura e uma vantagem bem grande em termos de velocidade, Cigano levou poucos golpes de Hunt, e conseguiu passear contra o neozelandês. O catarinense chegou a conseguir um knockdown ainda no primeiro round, mas Hunt se levantou e conseguiu seguir no combate. E após o chute cinematográfico de Vitor Belfort pra cima de Luke Rockhold, Cigano mostrou que suas pernas não servem só para andar, e acertou um bonito chute rodado para fechar uma grande vitória sobre o duro Mark Hunt. Que venha Cain Velasquez!

O UFC é marcado por diversas trilogias, a mais badalada nos últimos anos foi entre Frank Edgar e Gray Maynard, mas acredito que desde Chuck Liddell e Randy Couture, o octagon americano não tinha uma trilogia tão aguardada pelos fãs do esporte. Como a primeira luta foi rápida e fulminante para Velasquez, a segunda foi de intenso castigo imposto a Cigano. Não existe um fã desse esporte que não queira ver esse desempate o quanto antes!

PROTECIONISMO? RECEIO? BONS NÚMERO$?

Que hoje em dia Vitor Belfort é o peso médio que mais assusta depois de Anderson Silva, não há duvida! Que essa revanche deveria sair por merecimento? Também não há duvida! Mas dizer que essa luta não teria apelo aos olhos dos chefões do UFC? Alguém entende? Pois foi isso que afirmou Jorge Guimarães, o Joinha, empresário de Anderson Silva. Não sei quando sairá o próximo Oscar do MMA, mas a premiação de desculpa esfarrapada e argumentação ridícula, com certeza renderão duas estatuetas ao empresário. Vale considerar que também pode ser um jogo para os negócio$, inicialmente Anderson e seus representantes não queriam uma revanche com Sonnen, uma luta com o próprio Vitor, e até mesmo desdenharam de Chris Weidman, mas o campeão enfrentou todos eles, e enfrentará Weidman em julho. Então é esperar pra ver…

FÃS E LUTADORES

Com a popularização do esporte em alta, é comum ver cada vez mais notícias sobre lutadores em sites de entretenimento(?). A vítima(?) da vez foi Anderson Silva, uma dessas jornalistas(?) de sites de fofoca, publicou que o lutador foi grosso com um fã que queria tirar uma foto com o campeão em um restaurante, fazendo o garoto se sentir humilhado. É comum ler as mais diversas críticas dos fãs sobre lutadores após essa “experiência com o ídolo”, entre os mais criticados, sempre Anderson Silva e Rodrigo Minotauro. Reza a lenda que Minotauro não teria só um irmão gêmeo, mas dois! Um deles atuaria em frente as câmeras, sendo simpático, e o outro atrás dos holofotes, transpirando arrogância num pedestal imaginário de superioridade. Vale a pena destacar também a foto de Ronaldo Jacaré com um fã em um dos UFC’s realizados no Rio. A “boa vontade” do manauara é tão grande que ele sequer olha pro câmera ou abraça o fã, apenas segue ao telefone com uma tremenda expressão “que se foda”, com o perdão da palavra. Mas enfim, a hora da refeição não deve ser interrompida, pessoal. Seja a refeição de Anderson Silva, ou do João das Couves. No mais, sugiro aos que tiverem tais experiências ruins, simplesmente citar nomes como Fedor, Ryo Chonnan, ou até mesmo Frank Mir e Pelé Landi estarão valendo… Passa longe de ser dos meus lutadores favoritos, mas por essas e outras é que Wanderlei Silva é endeusado por seus fãs. E cá pra nós? Se você perde tempo analisando lutador “como pessoa”, tá na hora de arrumar uma namorada, um ciclo de amizades, enfim, se socializar com pessoas que não estejam na sua tela.

LI POR AI…

“Fedor Emelianenko não era nem peso pesado de ofício”, dentre todas as coisas que aparecem na internet hoje sobre o esporte, essa foi disparada a pior que eu li por ai. Não vale nem dissertar sobre, queria saber apenas o que Igor Vovchanchyn acharia dessa declaração, ou mesmo o menor da divisão atualmente, Daniel Cormier.

PALPITANDO, QUESTIONANDO E ALFINETANDO…

Acho que Anthony Pettis proporcionará um verdadeiro “Maracanazo” ao público que estará presente em mais uma edição do UFC no Rio de Janeiro. Só vi José Aldo enfrentar um striker maior que ele, foi Thiago Minu, tive o prazer de assistir a luta ao vivo, e como todo o Ginásio, achei que o gaúcho foi garfado. Posso estar errado, mas não consigo vislumbrar José Aldo vencendo Anthony Pettis.

Apesar de ser carioca, o que mais me pergunto cada vez que vejo o anúncio de uma nova edição do UFC no Brasil, é: POR QUE RAIOS SANTA CATARINA E NÃO CURITIBA? POR QUE RAIOS MINAS GERAIS E NÃO CURITIBA? VÃO PRA ONDE AGORA? BRASÍLIA? SERGIPE? ACRE???

Júnior Cigano se sentiu ofendido quando Werdum disse que bateria nele e em Brock Lesnar na mesma noite, mas a linha é a famosa “faça o que eu digo e não o que eu faço”. Depois de dizer antes da luta que o único caminho de Mark Hunt seria ser nocauteado, Cigano já começou a falar que, na trocação, Cain Velasquez não tem chances. Não foi o que vimos na última luta.

Um abraço!

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Operação Navalha: demissões agitam o UFC

Sim, o Blog da Redação está mais parado do que deveria. Mas a correria diária e as boas novidades que estão por vir tem me feito contrair esta dívida com os leitores. Mais uma vez, peço desculpas. Porém, uma grata surpresa trouxe um bom conteúdo para atualizar as postagens.

Carlos Salvador, o Popó, um dos primeiros redatores do SUPER LUTAS voltou a escrever sobre MMA para um jornal do Rio Grande do Sul. E para nossa alegria – assim como no vídeo da família hit do Youtube – ele dividiu sua coluna conosco.

O texto trata do assunto que movimentou os noticiários dos sites especializados: as demissões do UFC. Confiram…….

Operação Navalha: demissões agitam o UFC

Por Carlos Salvador

A relação entre empregador e empregado sempre rendeu capítulos polêmicos desde que o capitalismo se alastrou pelos cinco continentes, até naqueles países que possuem suas raízes atreladas ao modelo socialista/comunista. No Brasil, a questão do vínculo empregatício encontra-se regulada pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) em seu artigo 3º, que determina que “considera-se empregado toda pessoa física que prestar serviços de natureza não eventual a empregador, sob a dependência deste e mediante salário”. Neste contexto, a questão da produtividade e do custo-benefício, do ponto de vista patronal, é de suma importância para a manutenção de um subordinado em seu cargo na empresa.

E no mundo do MMA não teria porque ser diferente. Nos últimos dias quase duas dezenas de lutadores foram “liberados” de seus contratos com o UFC, dentre eles cinco brasileiros (Jorge Santiago, Wagner Caldeirão, Diego Nunes, Miltinho Vieira e Pedro Nobre). O nome que mais surpreendeu a todos nesta lista de dispensados foi o do norte-americano – e “amarrão” – Jon Fitch.

O ex-desafiante ao cinturão dos pesos meio-médios da organização possui 14 vitórias, três derrotas e um empate como contratado da franquia presidida por Dana White e ocupava a nona posição na divisão até 77 kg. O “manda-chuva” do maior evento da atualidade atribuiu esta demissão em massa devido ao elevado número de atletas no plantel do evento após a compra dos extintos WEC e Strikeforce pela Zuffa Entertainment, empresa mantenedora do UFC.

Constata-se neste caso específico uma situação atípica do mundo esportivo. Nas demais modalidades, como o futebol, o fator mais importante é o resultado obtido, ou seja, a busca pela vitória a qualquer preço, apesar da existência dos cada vez mais raros admiradores da época romântica do esporte, do tão falado amor à camisa. Como o público do MMA possui características próprias, e muitas vezes até mais politizadas do que os aficionados pelo esporte bretão, a exigência pela qualidade dos espetáculos aumenta.

Devido a esta característica peculiar, os atletas podem entrar em uma verdadeira sinuca de bico: subir no cage apenas para garantir a vitória e, conseqüentemente, a manutenção de seu contrato por, pelo menos, mais um combate; ou colocar em risco o resultado positivo em nome do espetáculo? Para Fitch, a escolha pela primeira alternativa custou seu emprego, pois na primeira oportunidade que White teve de demiti-lo, após a derrota para Demian Maia no UFC 156, o fez sem pensar duas vezes. A alegação dada pelo cartola foi de que o atleta custava caro para os cofres do Ultimate. Ainda segundo o presidente do evento, ainda existem outros 100 atletas próximos de serem gentilmente mandados para o “olho da rua”. Pelo visto, a navalha ainda vai cortar muita gente…

 

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UFC 151: O evento que nunca existiu…. Por culpa deles…

UFC 148, UFC 149, UFC 150 e UFC 152…… Quando penso que já vi de tudo fui surpreendido com essa. UFC 151 – o evento que jamais existiu.

Em todos esses anos de cobertura de MMA  já vi muitas pataquadas por ai, dignas, inclusive, de um post neste mesmo blog há alguns anos atrás (relembre aqui). Depois deste texto vi  promotor de um grande evento nacional distribuindo ingressos na rua minutos antes do início dos combates para que as arquibancadas não ficassem tão vazias na TV. Fora do Brasil também quando o então anonimo Seth Petruzelli saiu do card preliminar 20 minutos antes do evento para fazer a luta principal e nocautear o garoto propaganda, Kimbo Slice, e falir o EliteXC. Pensei que isso seria o máximo……Mas não…..tinha coisa pior por vir.

Para o pessoal que ainda não sabe, Dan Henderson, que enfrentaria Jon Jones pelo cinturão dos meio-pesados, na luta principal do UFC 151, sofreu uma lesão no joelho e está fora de ação. Faltando oito dias para o confronto e sem opções para substituir Hendo no duelo contra Jones o UFC inovou, jogou seus erros pra debaixo do tapete e cancelou o UFC 151 de maneira tragicômica.

Para enfrentar Jon Jones no auge de sua forma física e técnica e sabendo que o combate de cinco rounds aconteceria em oito dias, o cidadão, além de um bom lutador de MMA, deveria ser maluco. Chael Sonnen é. O falastrão norte-americano é o melhor maluco para os patrões: o maluco que vende. Mesmo sem lutar nos meio-pesados desde 2005, aceitou a luta e prometeu acabar com a soberania do rival na categoria. Porém, Jon Jones, que as vezes comete sua loucuras (relembre aqui), não é maluco e rejeitou uma luta que ele só teria a perder.

Resultado: O Ultimate simplesmente ignorou as outras 10 lutas do programa e cancelou todo o UFC 151. Dana White colocou, em meias palavras, a culpa no cancelamento em Jones, que não aceitou enfrentar Chael. Mas a culpa era realmente dele? Não! Mas varrer o erro na montagem de card e despejar a culpa em apenas um lutador é mais fácil

O UFC 151 tinha um programa de lutas fraco, apostava tudo no duelo entre Jones e Hendo. Para se ter uma ideia, a segunda luta mais importante do card era Jake Ellenberger vs. Jay Hieron. Quem compraria um PPV com este duelo de atração principal. Ninguém!

A organização apostou todas as fichas que tinha  para o UFC 151 em Jones vs. Hendo e, acho que não preciso nem dizer, que perdeu tudo. O maior vexame de Dana White no controle do UFC, como ele mesmo assumiu.

Depois dessa, muito provavelmente, o Joe Silva – responsável por casar as lutas do UFC – irá montar cards com pelo menos dois confrontos de apelo.

A história feita pelo o que não foi feito
Exercitando minha imaginação penso que talvez daqui alguns anos o UFC 151 se torne uma lenda urbana, com histórias daquelas como: “Chael Sonnen era o único capaz de vencer o Jon Jones naquela noite que não existiu….

Piada, ou melhor, lenda urbana.

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Rafaela Silva: Nem ‘heroína’ e nem ‘macaca’

Caros leitores;

Como todos sabem a principal fonte de notícias do SUPER LUTAS, e por consequência deste blog, é o MMA. Mas em tempos de Olimpíadas e depois da enorme repercussão da luta de Rafaela Silva no judô, não resisti e resolvi deixar minha opinião sobre o assunto.

A judoca brasileira foi eliminada da competição por aplicar um golpe ilegal na húngara Hedvig Karakas nas oitavas de final do peso leve no torneio olímpico (veja o vídeo da luta abaixo).

Entre o fatídico golpe, o choro inconsolável da lutadora e os adjetivos que Rafaela recebeu depois do fato – que vão desde de “heroína”, escrito pelo ex-tenista Guga Kuerten no Twitter, até os termos racistas usados pela mesma rede social – o deslize da brasileira ficou em segundo plano.

Rafaela errou! Isso é fato consumado, irrevogável e admitido por seus técnicos da seleção de judô. Desde 2010 em nenhuma entrada de queda pode-se usar a catada de perna como ajuda no golpe – exceto no contra-ataque.

O texto da mudança diz que o intuito é favorecer o judô tradicional, mas na verdade passa a impressão de que sempre quando os japoneses começam a perder a hegemonia na modalidade a regra é alterada.

Como as catadas de perna favoreciam os atletas do Leste Europeu – e alguns brasileiros como João Derly e Rafaela Silva – e prejudicava a conhecida técnica dos nipônicos, mudaram tudo… Sim, é dessa forma que alguns esportes funcionam.

Mas voltando ao caso Rafaela. A regra foi mudada em 2010, ou seja, mais de dois anos e meio. Não são dois dias, duas semanas ou dois meses. São dois anos e meio. Como uma lutadora considerada uma das melhores do mundo executa algo que não deveria ser treinado há tanto tempo?

O fato pode ter a interpretação de um lapso de memória ou até como uma tentativa de trapaça. Sim, claro que essa interpretação cabe no caso. Não quero e não vou julgar o mérito, apenas coloquei as possibilidades em questão. E, lógico, ninguém que tenha essa “dúvida” sobre suas ações pode ter chamada de “heroína”, como o ex-tenista citou no microblog.

Mas outro fato interessante em tudo isso é que Rafaela foi blindada pelo choro, suas lágrimas deram ao fato uma sensação de comoção. Para muitos, a regra estava errada, não Rafaela. O erro foi esquecido por alguns coleguinhas da imprensa – em imprensa não se enquadra ex-atleta e mentor da lutadora - que em nenhum momento questionaram a ação. O que deu errado? O treinamento? A pressão? A imaturidade? A necessidade absoluta pela vitória?

Vale lembrar que por um erro muito menor o Felipe Melo, na Copa do Mundo de futebol, em 2010, foi massacrado por grande parte da imprensa que está em Londres e se omitiu neste fato.

Rafaela violou, intencionalmente ou não, o regulamento da competição. E isso é motivo para preocupação, não de orgulho ou lamentação.

A lutadora ainda quebrou outra regra imposta pelos técnicos da seleção. A judoca acessou as redes sociais e trocou ofensas com internautas pelo Twitter. Rafaela, ainda sentindo o peso do erro, chegou a usar palavras de baixo calão e recebeu mensagens com ofensas racistas. Não soube lidar com o erro e com a responsabilidade que carregava na competição mais importante de sua vida.

Espero e torço para que todo esse caminhão de emoções sirva de lição. Cabeça quente mais rede social mais fãs após uma derrota é uma mistura que nunca deve ser feita. E sempre quem perde é o ídolo.

Rafaela, que tem apenas 20 anos e pelo menos mais dois ciclos olímpicos, deve ser repreendida pelo erro e ajudada na correção do mesmo. É importante a Confederação Brasileira de Judô (C.B.J.) acompanhar a faixa-preta para que uma carreira promissora não se perca por esse deslize.

Repreendida sim, ofendida não
Não queria fazer menção ao fato, mas como citei todo embrolho envolvendo a confusão de Rafaela no Twitter, penso que seja importante salientar que foi de um péssimo gosto o comentário do cidadão que relaciona o o erro de Rafaela com sua cor de pele.

Sei que é desnecessário, pois vivemos em um país sem preconceito (risos), mas a Rafaela errou não por ser brasileira, negra ou nascida na Cidade de Deus – favela do Rio de Janeiro -. Ela errou simplesmente porque errou.

Assista abaixo o vídeo completo da luta de Rafaela Silva nas Olimpíadas de Londres:

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O futuro da divisão de médios do UFC

Ganhar sem lutar e ser derrotado sem perder parece algo contraditório, mas é exatamente isso que aconteceu na categoria de médios do UFC na última semana. Some a isso uma tentativa fracassada de furar a fila e temos a definição da divisão comandada por Anderson Silva desde 2006.

O norte-americano Chris Weidman e o cubano Hector Lombard eram até o último sábado os principais candidatos a desafiar o cinturão do Spider.

Weidman fez sua parte na quarta-feira, dia 11 de junho. No UFC on FUEL TV 4  a sensação da categoria dominou o favorito Mark Munoz e derrubou o candidato direto ao title shot, iniciando uma furada fila – justa diga-se de passagem –  na oportunidade.

Mas foi no sábado, na segunda luta mais importante do UFC 149, que tudo pareceu se encaminhar para o futuro da categoria.

O cubano Hector Lombard estreou na organização contra Tim Boetsch, mas apesar de mostrar lampejos de sua velocidade com as mãos, não foi o mesmo lutador que reinou no Bellator e acabou derrotado na decisão dividida dos juízes.

Confesso que também esperava mais de Lombard, mas acredito que ele não perdeu aquela luta, pois em pelo menos em dois assaltos ele acertou os melhores golpes em uma luta norna, chata e que não empolgou ninguém. Portanto, mesmo se na decisão dos juízes ele tivesse vencido, o cubano perdeu.

Perdeu porque não convenceu, perdeu porque não soltou o jogo. Perdeu porque não foi o Hector do vídeo abaixo….

Com a vitória de Weidman e a derrota de Lombard tudo parecia tomar rumo na categoria de pesos médios.

Weidman enfrentaria Anderson pelo cinturão,enquanto Lombard e Munoz ganhariam a presença Boetsch, num grupo de que também conta com Alan Belcher, Vitor Belfort e Michael Bisping – Ainda coloco Chael Sonnen em um degrau acima dos citados.

Nesse mix, os lutadores teriam boas lutas e com duas vitórias seguidas a partir de agora poderiam definir o número dois da fila. O número um já havia sido justissimamente escolhido.

Mas na segunda-feira, Vitor Belfort resolveu inovar e pedir uma luta pelo cinturão, que não fazia o menor sentido. A furada de fila era tão sem sentido que voltou atrás e queria um title elimination - luta que dá ao vencedor o direito de desafiar o campeão da categoria pelo cinturão – contra Chris Weidman.

O norte-americano foi político e disse através do Twitter que era a vez dele enfrentar Anderson. Fez o certo e com a razão.

Sobrou para Vitor o duro Alan Belcher, duelo que foi confirmado para o UFC Rio 3, em outubro. Talvez o norte-americano mereça o title elimination mais do que o brasileiro, já que vem de quatro vitórias consecutivas. Cabe a Belfort usar o fator “casa”. já que a luta é no Rio para vencer o bom norte-americano e ficar, talvez, a uma vitória de ter uma nova chance pelo cinturão e, possivelmente, ter a revanche contra Anderson Silva.

Será que ele consegue?

Abraços e até a próxima….

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Dan Henderson merece o “Hall of the Fame”

Dan Henderson mostrou ser um dos maiores lutadores da atualidade ao nocautear o russo Fedor Emelianenko, considerado o maior peso pesado da história do MMA. Mas o feito de Hendo, que derrotou uma lenda de duas divisões acima de sua categoria de origem, foi apenas mais uma conquista do maior vencedor da história do MMA. Não, não estou maluco, mas o norte-americano, de 40 anos, pode ser considerado um com cinco maiores lutadores de todos os tempos do esporte.

Apesar de ainda ser visto com maus olhos pelo público brasileiro, devido a algumas vitórias em decisões polêmicas (algumas broncas razões e outras nem tanto), Hendo coleciona conquistas em diversos eventos pelo mundo. Não quero entrar em discussões sobre as decisões dos juízes mais uma vez, portanto, prefiro listar as conquistas de um dos maiores da história.

Conheça a lista das conquistas de Dan Henderson

GPs
- Campeão do GP no UFC 17 em 1998
- Campeão do GP do Rings em 2000 – Vencendo os brasileiros Rodrigo Minotauro nas semifinais e Renato Babalu na grande final
- Campeão do GP de pesos médios do Pride vencendo o brasileiro Murilo Bustamante na final

Cinturões
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Pride na categoria de médios (até 84 kg)
- Pride na categoria de meio-pesados (até 93 kg)
- Strikeforce na categoria de meio-pesados (até 93 kg) – Atual campeão

Com sua estante repleta de cinturões, 28 vitórias na carreira, incluindo triunfos sobre Rodrigo Minotauro, Wanderlei Silva e Fedor, este senhor de 40 anos com um dente “quebrado”, merece um lugar no “Hall of the Fame” do MMA.

Se eu tivesse o poder criar um Hall da Fama do MMA, Hendo seria uma das primeiras escolhas e estaria ao lado de “santidades” do esporte como Royce Gracie e próprio Fedor Emelianenko.

E o que vocês acham? Pensam que Dan Henderson merece seu espaço num “Hall da Fama”?

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UFC-123: polêmica, respeito e aniversário do Super Lutas

Olá pessoal;

Reconheço que devo atualizações mais constantes no Blog da Redação, mas vocês não fazem ideia da correria que as coisas estão por aqui. Porém não poderia deixar de postar nesta semana. Primeiro porque no sábado o UFC voltou a chamar atenção de grande parte do público que não acompanha o MMA. A luta entre Lyoto e Rampage novamente levantou polêmica. Porém, mais do que qualquer questionamento sobre arbitragem, deve-se fazer questionamento sobre respeito à opinião alheira, ao profissional, a imprensa, ao fã e tudo que envolve o verdadeiro sentido desta palavra.

O UFC-123 foi um grande evento, um dos melhores do ano sem sombra de dúvidas. Sorte da Sportv e do público que pôde acompanhar em sinal aberto um grande card. Ponto para a popularização do esporte!

Falando da atração principal da noite, uma luta interessante de se ver. Desde a entrada de Rampage no octógono com o “Pride Theme” ao confronto em si, estudado  mas nunca parado. Na minha contagem, marquei a vitória do Lyoto nos assaltos um e três, enquanto o Rampage venceu apenas round dois, ou seja, 29×28 para o brasileiro. Mas o que deve ser ressaltado é que não acho nenhum absurdo alguém marcar o primeiro round para o norte-americano. Vale lembrar um velho principio que se encaixa perfeitamente na luta:

“Quem não contra-ataca para matar, acaba morrendo”.

Como disse, acho que o Lyoto venceu, mas me recuso a acreditar que existe perseguição contra os brasileiros, que os juízes da Comissão Atlética nunca viram MMA na vida e que eles gostam de uma sacanagem na hora de marcar nas papeletas. Isso é balela de torcedor e se vem de alguém da imprensa acha a mesma coisa tem outro nome: IRRESPONSABILIDADE.
A maior prova que não existe uniformidade nas opiniões são os sites internacionais. Fora do Brasil, especificamente Estados Unidos e Inglaterra, eles não acham que o lutador local é a “pátria de luvas”. Portanto: Seguem os ‘scores’, e vejam que “ninguém concordou com ninguém”

Sherdog:
Round1
Jordan Breen: 10-9 Machida
Chris Nelson:10-10
Mike Whitman: Machida

Round2
Jordan Breen: 10-10
Chris Nelson: 10-10
Mike Whitman: 10-9 Jackson

Round3
Jordan Breen:10-9 Machida (30-28 Machida)
Chris Nelson: 10-9 Machida (30-29 Machida)
Mike Whitman: 10-9 Machida (29-28 Machida)

MMA Junkie
Round1: 10×9 Machida
Round2: 10×9 Rampage
Round3: 10×9 Machida (29×28 Machida)

MMA Weekly
Round1: 10×9 Rampage
Round2: 10×9 Lyoto
Round3: 10×9 Lyoto (29×28 Machida)

MMA Mania
Round1: 10×9 Rampage
Round2: 10×9 Rampage
Round3: 10×9 Machida (29×28 Rampage)

Por mais que a maioria tenha visto a vitória de Lyoto, não sequer unanimidade sobre os assaltos vencidos pelo brasileiro, exceto no último round. Então mais do que mais do que querer impor sua opinião, devemos respeitar o pensamento alheiro e achar que simplesmente porque dois juízes laterais viu algo diferente do que você acha, o cara é um ‘ladrão’ ou o “cego de Roque Santeiro”.

Para tentar entender o critério de julgamento é necessário antes de tudo conhecer as regras, conhecer a formação dos árbitros (chega de dizer que os caras são juízes de boxe, pois acompanham MMA faz tempo) e principalmente a cultura local. Mas isso será um longo tema e prometo voltar neste assunto no meu próximo post….Agora vamos falar de coisa boa??

Segundo motivo deste post é bastante especial. No último domingo foi o aniversário de três anos do SUPER LUTAS. Parece uma criança que está se tornando “gente grande” a cada dia. Sem se vender, quebrar critérios de integridade ou divulgar notícia falsa. Hoje somos uma referência nacional sobre o MMA.

Não posso deixar de agradecer algumas pessoas muito importantes que fizeram este projeto se realizar.  Primeiramente a minha namorada, pela paciência de “me ceder” em diversas finais de semana de madrugada. Depois a minha família e aos bons e velhos amigos da vida.
Agora a galera do Super Lutas, que são fundamentais nesta engrenagem que move o site: Ao Diogo que está no projeto desde o inicio, quase um co-fundador. Ao Vinnaum, Thiago, Alê que estão comigo desde o inicio no Fórum. Se não fossem eles, acho que o espaço já teria acabado. Ao Matheus, Tarsandro e Ricardo que hoje são importantes para o andamento das coisas em nosso espaço. Ao meu xará Carlos Salvador, que faz parte da redação do site e hoje vejo com grande futuro neste segmento. Aos nossos blogueiros: ao colega Fabiano Ogawa, ao Carlão Barreto que sempre foi extremamente atencioso, ao Stefane Dias, que mesmo com agenda corrida nos mantém informado sobre toda equipe ATT. Queria agradecer também a todos os nossos patrocinadores, ao portal Pop e todo mundo que de uma forma ou de outra ajuda no crescimento.

Agora o agradecimento mais do que especial é para você internauta. Você que todos os dias nos visita, apoia, elogia, critica e aponta erros. Sem vocês, o site não existiria…..Neste aniversário, eu desejo a vocês meu MUITO OBRIGADO

 

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Cartas: “Charles Oliveira “Do Bronx” e Do Brasil”

Olá amigos, retorno ao Blog da Redação para reviver, algo que sempre gostei, a seção de “Cartas”. Pelos diversos e-mails que recebo semanalmente, consigo perceber a vontade de fãs do MMA de deixarem suas opiniões e compartilharem suas ideias.

O texto que segue abaixo é bastante apropriado para o momento, pois se refere ao brasileiro Charles “do Bronx”, que se apresenta no UFC-124, neste sábado.

O material foi escrito pelo garoto Lucas Silva, de 19 anos e, residente no interior de São Paulo. Lucas quer ser jornalista, durante nossa troca de mensagens pude perceber que o garoto tem fibra e dedicação para seguir a profissão, isso já é um bom sinal. Bom sinal, porém é apenas o PRIMEIRO PASSO de uma LONGA CAMINHADA, que deve ser feita com estudo e vontade de aprender… Que o garoto consiga transformar sua vontade em estudo e se tornar mais um colega de trabalho….

O texto precisou ser refeito em alguns trechos, me deu algum trabalho, porém o conceito é bastante interessante, vale a pena ler…

Charles Oliveira “Do Bronx” e Do Brasil.

Por: Lucas Silva

Charles poderia ser apenas mais um dos muitos lutadores que são contratos anualmente pelo UFC, mas quando vemos “aquele” brasileiro de físico pobre e sofredor fica fácil deduzir que ele fará história no MMA!

Oliveira expressa dentro do octógono tudo que sentimos fora dele. Isso está tão estampado em sua cara, como o simples desejo de comprar um x-salada para namorada, conforme disse o jovem lutador em uma entrevista após sua luta no UFC on Versus 2.

Quando vi a estreia desse menino no Ultimate me emocionei! Eram dois atletas sedentos para mostrar serviço: o norte-americano fazia sua segunda luta na organização e o brazuca debutava. Felizmente, 41 segundos depois, quando um justo triangulo lhe rendeu a finalização da noite, Charles desfilou sobre o octógono como se fosse a passarela da felicidade. Uma festa!

Ele correu, gritou e até se jogou no chão, se debatendo como se a alegria da vitória lhe fizesse cócegas; Fez-me lembrar da primeira vez que fui ao cinema e achei que não haveria nada tão grandioso, mas Charles mostrou que existe sim, seu sorriso não falava, e sequer precisava para expressar o que ele sentia.
Apesar, da estreia com vitória, da finalização da noite e do show particular, críticos disseram que Charles precisava de uma luta mais longa, algo que exigisse mais “Do Bronx”, além do talento era necessário mostrar que tinha raça!

Mal sabiam eles que nesse quesito ele se sobressaía ainda melhor. Então lhe deram Efrain Escudero, campeão do TUF, Charles era a zebra das apostas, mas um leão na luta.

Quanto uma pessoa precisa apanhar para perder o emprego? Perguntem a Efrain, pois foi isso que aconteceu. Depois de dois rounds intensos e corridos Charles agarrou as costas de seu oponente como um primata selvagem e com um pulo atacou seu pescoço, o justo golpe deixou Escudeiro sem defesa, sem fôlego, podendo utilizar apenas das mãos.

Mesmo sem cair Efrain se sentia no chão, lá embaixo, atrás de toda a multidão que assistia ao show do garoto brasileiro. Eis que então ele vira promessa para os gringos e realidade para nós brasileiro

Seus próximos desafios são, além de Jim Miller no UFC-124, deixar de ser apenas promessa para o mundo e se tornar realidade. Talento e dedicação para isso, o Charles “do Bronx”,  ops, “do Brasil” tem de sobra.