Blog ContraGolpe

Improvável e histórico

Agosto 9th, 2010

Quando foi confirmada há alguns meses, a disputa entre Anderson ‘The Spider’ Silva e Chael Sonnen não tinha elementos suficientes para se tornar propriamente inesquecível para fãs e especialistas em MMA. A previsão era que o estilo forte, mas limitado, do norte-americano não seria páreo para os talentos múltiplos do Aranha.

Adiciona-se a isso tudo, a empáfia sem limites de Sonnen, que soava cada vez mais forçada com ofensas de todas as maneiras para apimentar a chance de exterminar o reinado mais inegável na história dos médios no UFC.

O velho ditado funcionou às avessas. Sonnen falou e fez. Tanto, que convenceu a si próprio que o gosto da vitória seria possível. E foi, durante quase 23 minutos. Em cinco rounds, o wrestler derrubou o campeão como quis, e o surrou como quis. Anderson, apático e praticamente o tempo todo com as costas na lona do octógono, limitava-se a se defender dos ataques avassaladores do desafiante.

As estatísticas indicam que Anderson foi atingido nesta luta (270 golpes) mais vezes do que em toda a carreira de mais de dez anos no MMA (209). O semblante era um misto de surpresa e preocupação. Desta vez, não havia tempo para imitações ou brincadeiras.

Do improvável, surgiu o histórico. Foi a primeira vez que um campeão perdeu claramente todos os rounds e virou o jogo no final, de forma espetacular.

O triângulo milagroso aplicado pelo Aranha entra para o livro das manobras mais fantásticas da modalidade. Um dos artifícios mais básicos do jiu-jitsu, e que traduz a essência da arte marcial da família Gracie:qualquer desvantagem pode ser revertida. Novamente, o golpe se mostrou funcional, tanto para um faixa branca com poucos meses de treino, quanto para um campeão do mais alto gabarito.

No geral, o prospecto do combate lembrou os velhos tempos das disputas clássicas de vale-tudo entre strikers e glapplers, quando os primeiros geralmente passaram tremendo sufoco por não conseguirem se manter em pé para aplicar golpes, e eram levados com facilidade ao chão.

Mas os tempos são outros. Quem almeja lugar de destaque no MMA moderno precisa não só dominar os três aspectos da modalidade (quedas, golpes em pé e luta de chão) como ter várias cartas escondidas na manga. Anderson, um striker por excelência, precisou de só uma. 

No outro lado, a pose de anti-heroi, a postura crua e calculista de luta garantiu a Sonnen aumento significativo na porcentagem de fãs. A antipatia se diluiu em carisma, atestou sua evolução como lutador e convenceu muitos. O americano não é mais um só cara chato e falastrão. Ele agora é um cara polêmico... e perigoso. Afinal, todo circo que criou obteve resultados na teoria. Na prática, faltou pouco mais de um minuto.

Papo-Aranha

Agosto 5th, 2010

Anderson não é apenas mais um Silva do Brasil. É o campeão peso médio do UFC, melhor atleta peso por peso em 99% dos rankings modernos de MMA, e o homem mais temido do mundo nos esportes de combate.

O currículo vistoso, porém, não o impede de sofrer com as agruras dos momentos céu e inferno típicos dos talentos natos. E nesse sentido, podemos dizer que atualmente ocupa um meio-termo.

A empáfia do campeão nas três últimas apresentações dentro do octógono potencializou todo contexto das críticas recentes. Tirando o lampejo brilhante da atuação que culminou com o nocaute sobre Forrest Griffin no primeiro round (UFC 101), Anderson venceu Thales Leites (UFC 97) e Demian Maia (UFC 112) pelo mínimo.

Mínimo que não é o máximo para quem assiste ou participa ativamente do business de algo tão rentável. O público ficou mal acostumado com os shows proporcionados pelo estilo polivalente presente nos melhores momentos do Aranha. E sempre espera algo mais.

O chefão Dana White também. Visivelmente cansado da supremacia do brasileiro, se esmera em criar cada vez mais dificuldades para tirá-lo do trono dos médios.

Neste UFC 117, o 'bola da vez' é o caipirão norte-americano Chael Sonnen, que veio com discurso ensaiado na tentativa de colocar mais lenha na fogueira de todo contexto de bastidores desfavorável ao campeão. Declarações de extremo mau gosto e que beiraram o xenofobismo.

White, que tanto criticou o comportamento do brasileiro e disse que não toleraria mais qualquer grau de provocações baratas, não se pronunciou ou alertou sobre o abuso verbal do compatriota. O business realmente tem dois lados.

Tomara que tudo isso funcione como psicologia invertida para Anderson, e este volte a vencer - e convencer - pelo máximo. O mínimo, realmente, tem de ser deixado para trás. Com ou sem soberba.

Na prática, dá para prever o previsível. Sonnen voando nas pernas de Silva o tempo todo para tentar os takedowns e o ground and pound por 25 minutos. Mas se for pego no clinch de muay thai ou quiser trocar em pé, será fatal.

Aposto em nocaute do Aranha no terceiro round.

E você? Concorda?

Badr Hari, amigo de ninguém

Junho 7th, 2010

O anúncio de que o lutador marroquino Badr Hari se afastou temporariamente de todas as competições oficiais para ‘esfriar a cabeça’ após mais uma desclassificação (chutou a cabeça de Hesdy Gerges caído ao chão, na última edição da lotadíssima arena de Amsterdã do It´s Showtime, na Holanda) não deve ser encarado como fato tão impressionante assim. Também não soa puramente como golpe de marketing ou coisa do tipo, mas como mera consequência do que já havia se tornado inconsequente.

Fontes sempre presentes nos bastidores do K-1 afirmam que o temperamento hostil de Hari sempre se sobrepôs ao estilo provocativo tradicionalmente utilizado por muitos lutadores para promover os combates. Ele nunca soube realmente separar o suposto profissionalismo do lado pessoal.

Muitas vezes foi comum vê-lo tratar com descaso e agressividade os oponentes em momentos de casualidade antes das lutas, como encontros em saguões de hotel ou mesmo pelas ruas japonesas, muitas vezes com direito a ‘dedo na cara’, ‘turma do deixa disso’, e muito mais. Dizem também que o temperamento do lutador melhorou bastante de 2008 para 2009, mas o último episódio em Amsterdã o tornou reincidente.

O primeiro 'papelão' explícito aconteceu em plena final do K-1 em 2008, quando socou e pisou na cabeça de Remy Bonjasky caído ao chão no segundo round e foi imediatamente eliminado da competição. Na ocasião, um repórter marroquino o entrevistou logo após a luta: ‘atacar o adversário no chão é sumariamente ilegal. Por que fez aquilo?’. Hari: ‘também é ilegal andar de bicicleta na calçada’, minimizou o lutador, com sorriso irônico.

Provavelmente já disse isso algumas vezes por aqui e repito. A impessoalidade de subir ao ringue, trocar golpes e medir habilidades com outra pessoa pode ser relativa. Lutas de contato têm diversos fatores psicológicos envolvidos. Mas o profissionalismo não. Esse tem de ser incontestável e praticado com rigor até a última gota.

Difícil também tentar traçar qualquer paralelo sobre o futuro do atleta. Talvez essa própria 'mea-culpa' que culminou com o afastamento seja o primeiro passo para colocar tudo no lugar e voltar a valorizar o talento nato sempre diferencial e presente nos bons momentos da carreira.

Mal para o esporte e péssimo para quem eu considerava de olhos fechados o mais cotado para finalmente fazer frente ao reinado de Semy Schilt no K-1 na temporada deste ano. Fama de ‘bad boy’ é condizente dentro do ringue e dentro das regras. No pós-luta, vale a camaradagem. Mas pelo jeito, Badr Hari cada vez mais é ‘amigo de ninguém’.


Direto e reto!

Previsões para o UFC 115 de sábado

Card principal

Chuck Liddell x Rich Franklin: Luta morna. Não há muito como negar que Liddell deve vir relativamente desmotivado com a desistência do Tito Ortiz. Não gosto muito do jogo do Franklin também. Vou de Chuck, por pontos.

Mirko Crocop x Pat Barry: Crocop, por nocaute. O croata plenamente recuperado das cirurgias e chutando com a esquerda novamente é outro papo (tomara que eu não queime a língua). Barry é kickboxer. Minha expectativa é pela melhor trocação da noite.

Paulo Thiago x Martin Kampmann: Aposto no brasileiro, que vem de duas vitórias consecutivas (e convincentes). Mas o dinamarquês vem de finalização sobre Volkmann no UFC 108 e pode dar trabalho.

Gilbert Yvel x Ben Rothwell : Yvel tem extenso cartel, cheio de altos e baixos por causa do temperamento instável. Arrisco em Rothwell, por decisão dividida.

Carlos Condit x Rory MacDonald: Condit já mostrou bom arsenal de finalizações, da mesma forma que o invicto adversário. A experiência maior de Condit pode ser diferencial. Aposto nele, com mais uma finalização.

Tyson Griffin x Evan Dunham: Griffin acaba com a invencibilidade de Dunham, por nocaute.


Brasileiros no card preliminar

Ricardo Funch x Claude Patrick: o brasileiro fará a terceira apresentação no UFC e vai pegar um lutador da casa (Canadá), que estréia no evento. Funch, por pontos.

Mário Miranda x David Loiseau: O carioca vence com tranquilidade o canadense, por pontos.

Werdum e a 'chance de ouro'

Maio 31st, 2010

Se todos os olhos dos aficionados e especialistas em MMA estarão focados no retorno do russo Emilianenko Fedor dia 26 de junho, pelo Strikeforce, do outro lado o brasileiro Fabrício Werdum está ciente do papel de ‘desafiante da vez’ e que a expectativa em carimbar a derrota no cartel de uma das maiores unanimidades do esporte fatalmente o fará entrar para a história.

A pouco menos de um mês para o combate, Werdum está na fase final de preparação e concedeu este bate-papo exclusivo ao Blog diretamente dos Estados Unidos. O lutador preferiu adotar a filosofia de 'pés no chão para analisar' o desenrolar do combate, mas despistou que encara qualquer aspecto do compromisso com ares de ‘missão impossível’.

“Algo só é assim (impossível) até que aconteça pela primeira vez. Na época do Pride, o Tom Erikson era um fenômeno, ninguém queria lutar com ele. Mas encarei o desafio e o venci. Foi uma disputa ‘cerebral’ ao extremo. Respeito o Fedor por tudo que ele fez, mas respeito muito mais todo esforço necessário que me trouxe onde estou”, disse.

O brasileiro ressaltou que todos os imbróglios contratuais já característicos na carreira do russo (que sempre torna incerto e atrasa todo trâmite de confirmação dos combates), não foi empecilho para o treinamento, reforçado em vários aspectos técnicos, mas sem mudanças drásticas no geral.

“Minha base de luta continuará a mesma. Claro que ele (Fedor) exige atenção especial em alguns pontos. Não vou subir muito meu peso, quero lutar entre 105 a 108kg. Mas a estratégia basicamente será a de sempre: anular os pontos fortes dele e impor os meus”, resumiu.

Se Werdum preferiu manter o discurso usual da discrição sobre detalhes do plano tático para o duelo mais importante da carreira, falou abertamente - e com ressalvas - sobre o clima que precede o combate.

Tenho recebido apoio de muita gente. Mas acho que o brasileiro ainda tem de aprender a ser mais patriota no geral, e não apenas na Copa do Mundo. Vejo que muitos (brasileiros) estão na torcida pelo Fedor, acho isso triste. Mas por outro lado me dá ainda mais vontade de trazer essa vitória para todos que acreditam no meu trabalho”, desabafou.

Consciente de que não pode se dar o luxo de cometer qualquer erro contra o oponente, Werdum afirmou que a falta de referência sobre as atuais condições físicas e técnicas do adversário (não luta desde novembro do ano passado e comumente é avesso à qualquer apelo de mídia), não deve ser levada em conta em nenhum sentido.

“Não preciso saber onde ele mora ou treina para saber que ele vai estar 100%, como sempre. Ele sempre será diferenciado e o cara a ser batido”, endossou o brasileiro, que no primeiro encontro com a família Emilianenko, em 2006, venceu o irmão caçula de Fedor, Aleksander, por finalização no primeiro round (katagatame).


Uma coisa

O primeiro encontro com o clã Emilianenko




Outra coisa

A pedreira 'cerebral'




Mais uma coisa

Meu twitter: @fercappelli

 

Entrevista exclusiva - Ernesto 'Mr. Perfect' Hoost

Maio 24th, 2010

Tetracampeão do K-1 e com 119 lutas de um cartel mais que bem-sucedido, Ernesto ‘Mr. Perfect’ Hoost dispensa grandes apresentações. Aos 44 anos e aposentado dos ringues desde 2006, um dos maiores ícones do K-1 atualmente se dedica a treinar novos talentos e ministra seminários ao redor do mundo.

Brevemente, o lendário lutador holandês desembarcará no Brasil pela primeira vez (24 e 25 de julho, para seminários em Campinas e Curitiba), justamente para uma série de aulas especiais onde transmitirá um pouco da vasta experiência como um dos mais vitoriosos ‘strikers’ do planeta.

Conhecido por combates históricos, golpes de timing perfeito e diversas habilidades no ringue (entre elas, a famosa ‘sequência letal’ do direto/gancho/ lowkick), Hoost concedeu esta entrevista exclusiva onde mostra o ponto de vista embasado sobre todo contexto dos esportes de combate, além de casos marcantes da carreira, as performances dos compatriotas na fase atual do K-1 e também sequelas ainda ‘não-digeridas’ das derrotas para o norte-americano Bob Sapp.

Esta será a primeira visita ao Brasil. Qual o foco do evento?

Estou bem ansioso pela viagem. Principalmente por ser perto de meu país de origem da minha família, o Suriname. Isso certamente me dará o gostinho de estar em casa. O foco do seminário será o de sempre: minha visão pessoal sobre tudo que envolve o kickboxing/thaiboxing.

A Holanda produziu até agora 90% dos campeões do K-1. Na sua visão, qual o segredo do país ser tão eficiente nos combates em pé?

Os holandeses são lutadores natos há séculos. Além disso, há excelentes caratecas e thaiboxers ‘importados’ de seus países de origens há muito tempo, que realizam trabalho a longo prazo. Eles puderam interagir e aprender o que há de melhor nas técnicas de mãos e pés em conjunto, o que serviu para desenvolver as modalidades de forma intensa e muito personalizada. A Holanda também é um país pequeno, o que facilita os melhores se enfrentarem constantemente. Isso fortalece bastante todo contexto e popularidade destes esportes.

Você e outros da mesma geração ficaram conhecidos por ‘marcas registradas’ (combinações, golpes especiais) que proporcionavam muita personalidade e espírito aos combates. Acha que tem faltado isso para os lutadores de hoje?

No começo do K-1, a diferença de qualidade entre os atletas era mais elevada, o que forçava muitos a extrair com perfeccionismo sempre o melhor que tinham como diferencial para vencer. Hoje em dia, vejo o nível dos competidores bem mais equiparado. É muito complicado se estabelecer apenas na base da atitude. É bem mais arriscado sair fora da fórmula pré-estabelecida para vencer, o que deixa tudo bem menos espontâneo. Mas faz parte da evolução.

Uma vez você disse que ‘Highlander’ é um de seus filmes favoritos. Isso poderia indicar, de alguma forma, que ainda o veremos de volta aos ringues?

Disse isso quando ainda lutava. Agora não tem mais tanto fundamento.

Ainda considera as derrotas para Bob Sapp o ponto mais baixo da carreira? Como está isso na sua cabeça após todos esses anos?

(Bob) Sapp ainda é o maior ‘ponto negro’ da minha trajetória. Aceitei todas as outras derrotas, mas aquelas ainda não consegui digerir direito, mesmo após todo esse tempo.

Se um novo desafio com ele (Sapp) fosse confirmado, Mr. Perfect teria motivos para calças luvas novamente?

Contra ele poderia ser possível. Quem sabe...

E os brasileiros no K-1? Ewerton Teixeira tem condições de superar os feitos de Glaube Feitosa e Franscisco Filho?

É bem complicado. Filho tem o nome extremamente sólido no Japão, e ambos (Francisco e Glaube) já foram finalistas do K-1. Acho que só se Teixeira for campeão vai ultrapassar as conquistas de seus antecessores.

Qual vitória teve sabor mais especial em todo esse tempo?

Quando ganhei o Grand Prix, no final de 1999. (Francisco) Filho havia me nocauteado facilmente em uma luta casada pouco antes naquele ano. Após esse ‘trauma’, ninguém esperava que eu pudesse voltar a vencer um Grand Prix. Mas eu o fiz, e de forma espetacular.

O que muito se fala atualmente é que o K-1 gradativamente perde a essência de tempos atrás, e que poderio técnico dos lutadores é deixado cada vez mais em segundo plano. Você concorda?

Hoje em dia não vejo mais muito interesse dos organizadores em saber ‘quem é o melhor’, e sim em saber ‘quem vende mais ingressos’ e ‘quem dá mais audiência na televisão’. É isso.

Se Semy Schilt faturar o pentacampeonato do K-1 neste ano, ele o superará em número de conquistas. Mesmo assim, muito se fala que ele jamais poderia ser considerado melhor que você, e nunca conseguirá ir além do seu legado, mesmo se vencer o GP dez vezes. Isso tem fundamento?

Difícil falar sobre isso. Semy não é má pessoa, mas ele realmente não tem aura de campeão. E não falo isso em sentido depreciativo. Esse fato, inclusive, é bastante prejudicial para ele, porque é o cara mais difícil de ser vencido no K-1, mas sempre surgem dúvidas sobre a sua (dele) real capacidade. Mesmo assim, se dizem que ele nunca vai superar meu legado, considero um grande elogio.

Você assiste MMA também? Quais lutadores gosta de ver em ação?

Gosto bastante, em particular do UFC. Georges St. Pierre e Fedor Emilianenko são meus favoritos. O brasileiro Maurício 'Shogun' Rua também é muito bom. Suas habilidades no muay thai são perfeitamente condizentes para as disputas de MMA.

Por falar nisso, você ainda treina com o Fedor? Como começou essa parceira entre vocês?

Não treinamos mais juntos. Nos conhecemos após uma luta. Queria uma foto com ele, e ele queria uma comigo. Depois, treinamos um pouco juntos. Mas o mais interessante foi saber que tínhamos diversas coincidências em comum, como a mesma rotina pré e pós-luta, entre outros detalhes. Usávamos também os mesmos métodos de concentração para entrarmos focados ao extremo nos combates.

Após todos esses anos de socos, chutes, nocautes e glórias, qual palavra sintetizaria sua carreira como lutador?

‘Privilégio’ é a melhor palavra. Sou um grande privilegiado por estar tanto tempo no circuito dos melhores lutadores.

Uma coisa

HL completão de Mr. Perfect




Outra coisa

Clássico absoluto!



Mais uma coisa

meu twitter: @fercappelli



 

 

 

Super Lutas Canais de Atendimento Blogs Outros Links Outros Canais
Nossa História Fale Conosco Blog do Carlão Barreto Videos Super Lutas no Orkut
Quem Somos Você Reporter Blog do Fabiano Ogawa Entrevistas Super Lutas no Twitter
Parcerias Anuncie no Super Lutas Blog do Stefane Dias Fórum Super Lutas no Facebook
  Blog da Redação    
www.superlutas.com.br - 2007-2012 - Todos os Direitos Reservados
©2012 by Fernado Cappelli |